Devaneios de uma (ex) Tentante

Devaneios de uma (ex) Tentante

terça-feira, 23 de abril de 2013

SOP

Como falei no post anterior fui diagnosticada com SOP (síndrome dos ovários policísticos), sei que existem muitas tentantes com o mesmo diagnóstico e cheias de dúvidas a cerca da síndrome,muita gente inclusive acha que o fato de ter cistos nos ovários significa ter a síndrome, a boa notícia é que não é bem assim que funciona, então vamos lá, entender a temida SOP.

SOP X OP:
SOP = Síndrome dos Ovários Policísticos
OP = Ovários Policísticos
 
Primeiro quero explicar uma coisa, muitas mulheres após o exame de ultrassom descobre que tem microcistos nos ovários e já se declaram com a SOP, já se desesperam achando que estão condenadas, que não podem ter filhos. Muita calma nessa hora! Antes de entrar em pânico que tal buscar informação a respeito?
Nem toda mulher que tem cistinhos nos ovários tem a síndrome.
Todo mês no nosso período fértil, nossos ovários estão se preparando para ovular, alguns folículos vão se desenvolvendo mas apenas 1 se rompe e libera o óvulo. Então esses cistinhos que sobram no ovário nada mais são do que folículos em desenvolvimento que deveriam se transformar em óvulos mas que não conseguiram amadurecer o suficiente, por deficiência de algum dos hormônios reprodutivos. Se dentre os folículos do ovário que estão em desenvolvimento 1 deles no mês amadurecer e soltar o óvulo, ótimo! Está tudo normal, os cistinhos vão continuar lá mas não vão interferir em nada no seu ciclo.

O que são cistos?

São pequenas bolsinhas com conteúdo líquido e que, em princípio podem aparecer em qualquer parte do organismo. Todo mês, nos ovários, desenvolve-se um cisto que inicialmente é pequeno (5 a 9mm), cresce na primeira fase do ciclo menstrual e atinge, na época da ovulação, a dimensão aproximada de 18mm. Estes recebem o nome de folículo e dentro deles está um óvulo. Na ovulação ele se rompe, o óvulo sai e se encaminha para as tubas (trompas) onde poderá ser fertilizado pelo espermatozóide – caso ocorra a relação sexual nesta época. Nesses casos, cisto não é doença e se chama cisto funcional, isto é, decorrente do funcionamento normal do organismo. Entretanto, quando um ou mais cistos formam-se fora dessas características passam a ser uma doença.

O que é Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)?

É uma síndrome caracterizada por alterações hormonais que podem repercutir no organismo causando vários sintomas. Como consequência, ao invés de se formar um único folículo no ovário, que é um processo natural e normal, formam-se vários que ficam “acumulados” e não liberam os óvulos; eles não se rompem. Daí o nome “ovários policisticos” que, como veremos mais adiante, não é alteração orgânica obrigatória nesta síndrome. Existem vários hormônios que participam destas alterações, mas os principais são os androgênios (hormônios masculinos normalmente fabricados pelos ovários, em quantidades pequenas).
Sinais e sintomas da SOP:

- Ciclos menstruais desregulados, ou ausência de menstruação no ciclo;
(Uma explicaçãozinha sobre esse sintoma aí de cima: Quando nenhum dos folículos que estam em desenvolvimento nos ovários se formam ou deixam de crescer e ovular, a mulher deixa de menstruar, e conseqüentemente o número de cistinhos aumenta) 

- Aumento de peso (e o chato disso, quanto mais a mulher engorda pior fica a síndrome);
- Pele muito oleosa;
- Aparecimento de espinhas;
- Aumento de pelos no rosto, seios e barriga;
- Aumento da produção de hormônios masculinos;
 (Uma explicaçãozinha sobre esse sintoma aí de cima: a maior quantidade de hormônios masculinos é que causa a ausência ou dificuldade de ovulação, e por consequencia a falta de menstruação e dificuldade e engravidar) 
- Infertilidade: devido às alterações hormonais, essas mulheres passam a ovular menos ou de maneira inadequada e por isso podem ter dificuldade em engravidar. Das causas de infertilidade o fator ovulatório ocupa um lugar de destaque e 75% é devido a esta síndrome. Além disso, essas mulheres têm um alto índice de abortamento.

Como diagnosticar a SOP:

A SOP é diagnosticada através dos cistinhos encontrados no exame de ultrassom combinado com os sintomas e alterações hormonais (detectados pelo exame de sangue)

Genética e Hereditariedade
Acredita-se que a SOP tenha caráter hereditário e muitas publicações científicas têm confirmado esta possibilidade. Foi observado este diagnóstico entre irmãs e alterações metabólicas em irmãos destas pacientes que mesmo sendo do sexo masculino, apresentaram alterações laboratoriais idênticas as suas irmãs com esta síndrome. Filhas e irmãs de mulheres com SOP têm 50% mais de chance de desenvolver este problema. 
O meu caso por exemplo é hereditário, minha mãe passou por tudo que tenho passado, inclusive fez tratamento com o CLOMID também.

Possíveis causas da SOP:

As causas não são totalmente estabelecidas, mas sabe-se que algumas das possíveis causas são:
- Hiperinsulinismo, ou seja maior quantidade de insulina no corpo devido a uma disfunção. A insulina encontra uma célula receptora que não responde bem e não consegue acumular glicose. Consequência: o nível da glicose sobe no sangue e o pâncreas é estimulado para produzir mais insulina. Esse defeito no receptor de insulina é de origem genética, e pode piorar com a obesidade;
- Obesidade: o excesso de peso está envolvido com problemas de ovulação. Isso acontece porque quando as células de gordura são demais no corpo elas agem no processo de transformação de estrogênio em androgênio, modificando o balanço hormonal ou seja, aumentando a quantidade de hormônios masculinos e impedindo assim a ovulação;
- Algum problema no hipotálamo, na hipófise, nos ovários ou nas supra-renais, esses problemas fazem com que seja produzido mais hormônios masculinos do que o normal.

Tratamento da SOP:
- Se os sintomas são causados pela obesidade, o tratamento indicado é o emagrecimento. Perdendo peso já é possível eliminar os sintomas e regular a ovulação;
- Se a mulher não quer engravidar no momento, o uso do anticoncepcional é considerado como tratamento pois diminui a quantidade de hormônios masculinos produzidos no organismo;
- Se ela quer engravidar o tratamento é feito com o indutor de ovulação. Ele capaz de corrigir os problemas endócrinos, fazendo com que a mulher ovule, e grande parte engravida.
-Atualmente os médicos tem utilizado a metformina como tratamento para SOP, é uma nova descoberta já que o medicamento trata diabetes tipo II mas tem sido muito eficaz no controle da síndrome.

DIAGNÓSTICO FINAL (CONSENSO DE ROTTERDAN)

É confirmado quando pelo menos dois dos três itens abaixo forem preenchidos:
A. Hiperandrogenismo (aumento do hormônio masculino) refletido por hirsutismo, acne, queda de cabelo (ver histórico e exame clínico descritos anteriormente) ou exames de laboratório.
B. Ciclos menstruais com intervalos irregulares curtos ou longos (atrasos menstruais); são quase sempre anovulatórios.
C. Ovários com característica micropolicística ao ultra-som.
Portanto o diagnóstico da SOP poderá ser A e B, A e C e B e C; isto torna interessante o fato de a mulher com SOP não precisar ter, obrigatoriamente, os ovários com múltiplos cistos!!!
Importante: é necessário excluir outras doenças que têm apresentação clínica semelhante como, por exemplo, tumores virilizantes, hiperplasia congênita da supra-renal e a Síndrome de Cushing.

É isso meninas, então quem for diagnosticada com SOP nada de desespero, a síndrome apesar de não ser curável é tratável e não nos impede de engravidar só atrapalha um poucos, mas nada que um tratamento adequado não resolva.

 















Fonte:http://www.ipgo.com.br/sindrome-dos-ovarios-policisticos-sop/

Especialista

Marquei a especialista e lá fui com esperança renovada, gostei muito da médica, uma senhora experiente, paciente e que explica tudo nos mínimos detalhes.

Me passou 35 tipos de exames diferentes, alguns eu nunca tinha ouvido falar, na primeira consulta já me avisou para suspender o indutor, que antes de induzir ela trataria o problema, pelo resultado dos meus exames antigos (o mesmo que as médicas diziam estar perfeito) , falta de menstruação e pelas imagens da última ultrasson o meu problema é a SOP (síndrome dos ovários policísticos),ela só confirmou as minhas suspeitas, e me disse que o provável tratamento seria com metformina, já que quero engravidar descartaria o mais eficaz que é com AC.

Levei o resultado dos exames 15 dias após a 1º consulta, para minha felicidade estavam quase todos em perfeita ordem a única alteração foi no estradiol e consequentemente progesterona, diante disso ela me pediu uma nova US, me adiantou que usaria a cicloprimogyna (valerato de estradiol + progesterona) para regular os hormônios e queria ver como estavam os cistos para dizer se começaria a induzir a ovulação ou não, perguntei a ela sobre a metformina para a SOP ela me disse que a minha insulina e glicemia estavam perfeitas e que por isso não via a necessidade de passar a metformina, já que tem muitos efeitos colaterais como tratamento efetivo, que no meu caso ela só daria mais uma ajuda mesmo.

Bem depois de já ter lido antes mesmo dela me falar sobre a metformina muitos relatos de sucesso eu já estava disposta a tomar, não recomendo a ninguém fazê-lo sem prescrição médica, no meu caso encarei porque a médica me confirmou que não teria problema apesar de não ser imprecindivel para o meu caso,só decidi começar a tomar depois de fazer a US.

Fiquei muito ansiosa para essa US, estava morrendo de medo de ver os meus ovários hiperestimulados e ter mais um novo problema, mas para a minha surpresa todos os cistos sumiram, e eu apesar de estar nas vésperas da menstruação ainda tinha folículos o que significa ovulação no ciclo.

No dia seguinte a US a dona monstra chegou com força total, nesse mesmo dia iniciei a cicloprimogyna  e o glifage 500 (metformina) 1 vez ao dia, tenho especialista dia 26/04, estou ansiosa para  nova consulta, agora ela vai determinar o período do tratamento e decidir se já vai voltar com o indutor ou não.

Confesso que prefiro não voltar a induzir agora, prefiro tratar a disfunção hormonal antes, mas confio nessa especialista e vou seguir a sua indicação.

A partir de agora os meus relatos serão atuais, espero que gostem dos meus devaneios.

A todas as tentantes como eu:  fé, força e foco, a nossa hora vai chegar!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Como funcionam os Indutores de Ovulação



Se vamos utilizar um medicamento, precisamos saber detalhadamente como ele funciona, e nem sempre os médicos estão dispostos a nos explicar detalhadamente como esses hormonios funcionam em nosso organismo, quando a médica me passou o indutor, curiosa e amante do titio google como sou e já falei anteriormente achei um site que tira todas as dúvidas a respeito dos indutores, espero que seja proveitoso para vocês, assim como foi para mim.






O indutor de ovulação é uma medicação para estimular a ovulação da mulher, podendo ser a base de citrato de clomifeno, ex. Clomid, Indux, Serophene, Dufine, ou a base de gonadotrofinas - FSH e LH, ex. Gonal, Menopur 


Citrato de Clomifeno é o tipo de indução mais leve, indicado para casos de problemas ovulatórios mais simples.


Gonadotrofinas é um tipo de indução utilizado em casos de procedimentos de fertilização(FIV, ICSI, IA) e em casos de SOPs mais severos, em que a paciente não responde ao tratamento com citrato de clomifeno e metformina.


Sintomas

Os sintomas variam de mulher pra mulher e de ciclo pra ciclo, os mais comuns são, dores/desconforto abdominal, inchaço, dores nos seios, gases, dor de cabeça, enjôo, azia, calores, espinhas(oleosidade da pele ), atraso menstrual, corrimento escuro (em pouca quantidade) e pequenas tonturas.

Com indutor o ciclo tb pode ficar um pouco mais longo, até uns 4 dias, e o fluxo tende a ser menor e mais escuro. Em alguns casos tb o ciclo pode ficar mais curto, entre 2 e 4 dias. 


Onde foi parar o muco cervical?

Seus efeitos antiestrogênicos podem influenciar negativamente o endométrio e muco cervical. Ele pode fazer com que o muco diminua bastante, muitas vezes se tornando imperceptível, e fazendo com que ele sofra alterações durante todo o ciclo.

Nos 1os ciclos geralmente se nota alterações significativas, principalmente se havia problemas de anovulação, como muco elástico junto ou logo após a monstra, muco leitoso/pastoso, antes e pós período fértil.


Período Fértil

O ideal quando se usa indução é fazer o controle de ovulação com ultra-sonografia seriada transvaginal, até que os folículos atinjam um tamanho ideal (em sincronia com o endométrio – que é o tecido que reveste o interior do útero, onde ocorre a implantação do embrião)

Como nem sempre os médicos solicitam o controle com US seriada, o que particularmente acho errado, uma dica pra saber o PF é:


-> depois q se toma o último comprimido a ovulação deve ocorrer entre o 4 a 7, às vezes um pouquinho mais até 12 dias. É bom namorar regularmente durante todo o ciclo, e intensificar nesse período.

O tamanho certo do folículo para que ocorra a fecundação


Os folículos crescem, em média, 2mm dia e rompem entre 19 e 23mm, sem indutor. Com indutor essa faixa aumenta até 29mm, podendo atingir até um pouco mais, 35 ou 37mm.

Como saber se ovulei ou estou ovulando?


Além do controle com US seriada, é importante fazer uma dosagem de progesterona a partir do 21o dia do ciclo, pois nem sempre o folículo eclode um óvulo, o que não é diferenciado apenas com a US seriada.

Em quanto tempo estarei ovulando?
 



 Geralmente a resposta ováriana ocorre após o 2o ciclo de indução, por isso sendo indicado um tratamento de 3 ciclos

Com a indução da ovulação fica mais difícil dos óvulos fecundados se fixarem, correndo maior risco de aborto, é verdade isso?
 

O que acontece é com o uso prolongado do indutor o endométrio tende a ficar mais fino, o que então pode causar o problema da fixação ao útero, mas mesmo assim é uma coisa que pode acontecer, não é regra, e existem outras medicações, a base de estradiol, que podem ser adminstradas junto com o indutor pra que isso não aconteça.
Por isso, é muito importante tomar só sobre prescrição e acompanhamento médico e fazer o controle com US seriada.
 

Por que alguns médicos indicam tomar no 2o e 5o dia do ciclo outros apartir do 5o?
 

Por explicação médica, isso é meio como uma preferência do médico, tem uns que indicam a partir do 2o, outros do 3o, outros do 5o, tipo, indicam assim pra todas as pacientes. Mas a grande diferença, que vejo, é que quando se toma antes a tendência é ovular antes, pois quando se toma o último comprimido a ovulação ocorre entre 4 a 12 dias.

Outra coisa que descobri  com uma especialista, é que quando se toma 2 comprimidos dia (100mg), deve-se tomar os comprimidos com uma diferença de 12 hs e não os dois juntos, pois assim tem um efeito melhor.

Auto medicação com indutores

Nunca! O indutor deve sempre ser tomado com prescrição e acompanhamento médico, pois assim como pode ajudar, pode prejudicar, pode gerar cistos, disfunções hormonais, trombose, hiperestímulo, podendo levar até a perda do ovário em casos extremos, e até câncer de ovário.

O médico prescreve a dosagem e a forma de uso baseado no histórico médico da paciente, não é porque serviu pra uma pessoa que o mesmo tratamento serve para outra.
O indutor a basse de citrato de clomífeno ( Indux, Clomid, Serophene), assim como podem ajudar, podem trazer inúmeros riscos para quem toma. Cistos, afinamento do endométrio, perda parcial ou total dos ovários, câncer em qualquer local, principalmente nos ovários e útero.
Siga sempre orientação médica. O uso de indutores poderá ser feito após exames e diagnóstico seguro de um profissional capacitado.

Indutor Engorda?

Não. O indutor pode aumentar a retenção de liquidos como qualquer medicação hormonal. O apetite também pode aumentar, portanto controle-se para não culpar o medicamento pelos quilinhos a mais. Uma boa dica para evitar a  retenção de liquidos é beber água de coco, dimunuir o sal da comida , evitar embutidos e enlatados.

  
Com indutor é normal ter muitos folículos? Posso engravidar de gêmeos/trigêmeos?

Sim, com o estímulo do indutor, é normal se ter vários folículos dominantes, o que geralmente ocorre é que um evolui e eclode e os demais acabam regredindo.
A gravidez múltipla pode ocorrer com o uso do indutor, mas não é comum. As chances de se ter dupla ovulação, sendo uma em cada ovário, geralmente é o mais comum, mas mesmo assim a chances de gêmeos é baixa

Quando devo namorar?  

O PF com indutor ocorre, após tomar o último comprimido, entre 4 a 12 dias, então o ideal é manter treinos regulares durante o ciclo, pelo menos 3x por semana, e intensificar durante o PF para dia sim, dia não
   

Mesmo tendo tomado indutor posso não menstruar?

Pode, o indutor tb age como um regulador hormonal, mas se não ocorrer a ovulação, ocorrer um cisto ou o endométrio estiver muito fino a monstra pode não descer. E claro se vc engravidar a monstra tb não virá.
Nesse caso o melhor é procurar o médico e fazer um beta, se der negativo, fazer uma US e um exame de progesterona, para confirmar se houve ovulação e verificar o que está acontecendo.


Posso usar indutor por mais de 6 ciclos?

 

Não é indicado, pois aumentam as chances de cistos, hiperestímulo, trombose e até de câncer de ovário. Se foram feitos mais de 3 ciclos e não houve ovulação, então o melhor é trocar a forma de indução, pois o citrato de clomífeno mostra-se sem efeito







Qual a diferença entre o clomid, indux, serophene e dufine?
 

O princípio ativo é o mesmo, o citrato de clomífeno, o que varia é o nome comercial, o laboratório e o preço, mas o efeito é o mesmo. O indux é o mais em conta e o serophene o mais caro.

 O indutor melhora a qualidade do óvulo?

Não, a única medicadação que age diretamente melhorando a qualidade do óvulo é o ácido fólico.

Na verdade o indutor pode até diminuir um pouco a qualidade, quando usado em alguém q ovula normalmente, 2o a opnião de alguns especialista que tive contato, pois são hormônios artificiais, que forçam o organismo a agir. Então o conselho é que, se vc ovula normalmente, quanto menos medicação melhor, pois o organismo sabe a hora e o ponto de maturação certo para que ocorra a ovulação.

 Tomei indutor mas só tenho um folículo dominante e agora?


O que importa para conseguir engravidar é ter um folículo dominante que evolua e ecloda, gerando um óvulo, claro que as chances são maiores quando se tem vários, mas às vezes tem-se vários de baixa qualidade, então é muito melhor ter um de boa/ótima qualidade.

 O indutor altera a temperatura basal?


Não, pois o indutor não altera a progeterona. Ou seja, vc pode usar o método da temp basal normalmente, pois o indutor não influencia nas taxas de progeterona, q é o que marca a temp. basal.

 Quais são os riscos de má formação e de problemas de saúde para as crianças nascidas por tratamento de infertilidade/indução?


O tratamento da infertilidade/indução não provoca riscos de saúde as crianças e má formação. A incidência de malformações em crianças nascidas por tratamentos seguidos de indução da ovulação é a mesma que na população normal, ou seja, não aumenta em nada as chances.

Existe hiperovulação com indutor ? Qual as implicações ?

Quando de forma natural a hiperovulação pode ocorrer nos extremos da vida evulutiva, ou seja, no inicio da adolescência e depois dos 40 anos, em virtude de uma produção excessiva de hormônio FSH. A única implicação  é que o fenômeno aumenta a chances de uma gestação gemelar. No entanto, alguns medicamentos desencadeiam a hiperovulação, e nesses casos ela pode ser perigosa. Indutores podem provocar o desenvolvimento de varios óvulos nos ovários causando problemas graves. Por exemplo, a síndrome de hiperestímulo ovariano, que provoca ascite, trombose entre outros. Isso pode ocorrer quando uma mulher que ovula normalmente faz uso de indutores.
Ocasionalmente, quando  ocorre uma hiperestimulação dos ovários. A Síndrome do Hiperestímulo Ovariano geralmente causa um aumento no volume dos ovários acompanhada por desconforto e dor. Nos casos mais graves pode haver a necessidade de hospitalização e até mesmo um trauma nos ovários levando até mesmo a infertilidade.



Fonte:http://www.maternidadeaflordapele.com/indutor%20de%20ovula%C3%A7%C3%A3o/






Tentante Oficial

Histerossalpingografia, exames de hormonios, espermograma, transvaginal em mãos, hora de marcar a consulta, ansiedade para saber como será daqui para a frente.

Ligo para a médica simpática e competente que me referi em posts anteriores e para minha tristeza ela não está mais atendendo o meu plano, mereço???

Tudo bem não podemos deixar a peteca cair, como era só analise de resultados levei a uma das que já tinha ido antes, achei a consulta superficial, mas não quis procurar outro nova.

Essa já sabendo o meu histórico olhou tudo e me disse que estava tudo excelente comigo e com marido,que a minha falta de menstruação era do meu organismo como se isso fosse possível,e mesmo estando todos os exames em ordem  me passaria um indutor de ovulação para dar uma ajudinha, me pediu para esperar a dona monstra chegar e iniciar o tratamento no 1º dia do ciclo, sai da consulta animada, estava tudo bem comigo e com marido e agora teria uma forcinha do indutor, finalmente a minha hora vai chegar, seria tão bom se fosse fácil assim...

Nesse período estava com uns problemas pessoais então sabendo que estava tudo bem com a gente e tendo em mãos a receita do milagre dei uma relaxada e resolvi esperar dona monstra de forma natural, passaram mais 3 meses e nada.

Preciso dizer que sou um tanto neurótica com médicos, cismei que deveria procurar já uma ginecologista que fosse obstetra assim ela acompanharia da concepção até o parto,e lá fui eu para a 5º doutora.

Duas horas de espera na recepção, ansiedade, mal humor detesto esperar, mas valeu a pena, a médica super simpática e atenciosa, reforçou o uso do indutor, só que pediu que fizesse do 5º ao 9º DC durante 03 meses, 100mg um a cada 12 horas e já que estava sem menstruar a tempos poderia começar o utrogestan (progesterona) em qualquer dia para iniciar os ciclos de indução, e nos meses seguintes iniciar o utrogestan no 19ºDC por 10 dias, além disso me passou uma transvaginal para fazer no 14º DC e me disse que faria o acompanhamento durante todos os ciclos para saber se a indução estava dando certo, e o mais importante, tomar o ácido fólico, fundamental para treinantes, o ácido fólico não faz mal nenhum, não tem contra indicações, pois é uma complexo vitamínico e toda tentate precisa tomar (falarei mais sobre ele em um próximo post)isso tudo me encheu de esperança.

Em novembro iniciei com o CLOMID,  estava animada e ansiosa para fazer a US, cheguei no dia bem confiante, já conhecia o médico, já havia ido nele antes para fazer ultra das mamas e abdômen, e já sabia que era um excelente médico, daqueles que vai fazendo o exame explicando e mostrando tudo, de cara já me perguntou em que dia do ciclo eu estava, expliquei que estava fazendo controle de ovulação, então para minha tristeza ele me disse que não tive estimulo do indutor, não havia nenhum folículo e que eu estava cheia de micropolicistos, me perguntou sobre a minha US anterior eu disse que tinha sido lá mesmo só que com outro médico há 7 meses atrás mas que não tinha cistos, mesmo assim ele foi ao arquivo e para minha surpresa descobriu que o médico anterior avaliou minha US de forma errada, eu já estava com vários cistos no ovário direito, o esquerdo estava limpo, mas tantos meses sem tratar fez com que cistos multiplicassem e agora estavam lá nos dois ovários.

Fiquei arrasada, chorei, e fui para o consultório da minha GO, consegui marcar para o mesmo dia, 4 horas de espera, triste, ansiosa,frustrada, entro no concultório esperando encontrar aquela médica atenciosa e simpática, e me deparo com a médica de mau humor e monossilábica, olhou a US disse que os cistos eram normais e que sumiriam com o uso de indutor, além disso avisou que não passaria mais a US porque isso me deixaria mais neurótica como se tivesse condição de piorar e me pediu para voltar lá só depois de 3 meses e de preferência grávida, nossa fiquei com muita raiva, e decidi nesse dia não voltar mais lá.

Mesmo desanimada fiz os 03 ciclos com o indutor  + utrogestan, s meus ciclos ficaram reguladinhos em 33 dias, o que me animava bastante, mas os efeitos eram terríveis,dor de cabeça, seios enormes, enjoos, todo final de mês eu achava que estava grávida fazia o teste e no mesmo dia do negativo a dona monstra dava as caras, a frustração só fazia aumentar.

Chegamos a 2013 sem o sonhado postitivo, ao final do terceiro ciclo, desanimada, frustrada e com 5kg a mais, decidi que iria de uma vez a uma especialista, tentei evitar esse momento, mas depois de tantas tentativas em vão, não tenho mais tempo a perder.




domingo, 21 de abril de 2013

O dia "D"

Depois de ler tudo sobre o tal exame que mais parece um palavrão, e de todo a dificuldade de marcação eis que chega o grande dia, sai de casa bem cedinho para o interior, como falei no post anterior aqui na capital as vezes me parece uma província não tive como marcar o exame.

Lembro que ia na estrada com uma mistura de ansiedade e medo, em muitos momentos me sentia como uma vaca indo para o abate, mas não desanimada, afinal estava dando um passo importante em busca da sonhada maternidade, e li vários relatos de mulheres que engravidaram após esse exame, como esperança é a última que morre fui achando que poderia também ter essa sorte.

Uma hora após minha chegada a clínica fui chamada para o procedimento, marido caiu fora, mesmo implorando ele disse que não suportaria me ver sentir dor, que o médico correria o risco de levar um murro assim sendo ele não entraria.

Pois bem respirei fundo, e suando frio entrei na sala, a assistente me pediu para tirar a calcinha, eu estava de vestido, sempre vou a esses exames de vestido, facilita bastante, e me pediu para deitar na conhecida e desconfortável posição ginecológica.

Na devida posição ela começou a me explicar que nesse momentos estaria inserindo o espéculo ginecológico descartável, até ai tudo normal, logo após ela pinçou o meu útero e ai começou a dor, dei um grito e ela me disse para ficar calma que aquela seria a menor dor durante o procedimento, obviamente entrei em desespero, mas precisava ficar quietinha e respirar fundo

Já devidamente "pinçada" o Dr. entra na sala, um senhor de uns 70 anos, baixinho e de rostinho simpático, me disse que seria doloroso mas que eu ficasse quietinha, então ele inseriu o contraste que causa uma espécie de ardência que começa fraca e vai aumentando e depois é a vez do catéter, e é ai que começa a dor da morte, não, não sei como é a dor da morte nem se existe, mas se existe é aquela, e ai começa a tirar o raio x, nesse momento ele pede para n se mover nem respirar, o que é muito difícil já que a dor é absurda, já durante o procedimento ele me disse que haviam pequenas obstruções retiradas durante o procedimento e que fora isso estava tudo perfeito,depois de 5 minutos de agonia ele avisa que acabou o exame, nessa hora eu já estava em lágrimas e com sensação de desmaio, mas aliviada.

Peguei o resultado do exame 2 horas depois, passei o dia inteiro sentindo cólica e tive um pequeno sangramento normal do procedimento.

Não quero com esse relato assombrar quem precise vir a fazê-lo, afinal essa foi a minha experiência pessoal, já li muitos relatos de tentantes que não sentiram nada além de uma leve cólica, no meu caso acredito que a dor foi maior por conta das pequenas obstruções, de todo modo vale muito a pena fazer, apesar de doloroso só ele pode nos dar a garantia de que as nossas trompas estão perfeitas e permeáveis, quanto a dor creio que a do parto seja mais forte e nem por isso nós deixamos de querer, tudo vale a pena para ter os nossos babys nos braços.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

HISTEROSSALPINGOGRAFIA: O QUE É O EXAME

Sei que muita gente assim como eu na época não faz idéia de como seja e para que serve esse palavrão, por conta disso postarei do que se trata e o passo a passo do exame:



A histerossalpingografia nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino. 



Catéter flexível com balão, utilizado para a realiazação do exame



                                                     Introdução do catéter pelo colo uterino.


É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil, sendo utilizado há praticamente um século. Apesar de tão antigo, ainda é o melhor para avaliar a anatomia das tubas uterinas, não existindo outro exame que possa nos dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura. 



A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, inferir sobre sua função reprodutiva. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas. 


O resultado do exame é um verdadeiro divisor de águas entre os tratamentos. Se estiver normal, os tratamentos podem ser de menor complexidade ("in vivo"), mas caso tenha alterações, devemos partir para os procedimentos mais complexos ("in vitro"). 



  • A radiografia 1, mostra o cateter e o útero já contrastado. 
  • Com a introdução de mais contraste, começam a aparecer as trompas (tubas), bem visíveis na radiografia 4.  
  • Nas radiografias 5 e 6, o cateter foi retirado e o contraste saiu do útero, mas não das trompas. Neste caso, existe uma obstrução tubária, e a paciente poderá obter gravidez por procedimento in vitro.
  • Neste tipo de exame, além de problemas das tubas, podem ser evidenciadas alterações da cavidade do útero, que podem acontecer como consequencia de miomas ou curetagens prévias, por exemplo. Além disso, a disposição anatômica do útero e tubas pode permitir levantar a possibilidade de que tenham ocorrido processos inflamatórios (ou endometriose), levando a aderências que alteram a anatomia local. Neste caso, a confirmação se faz apenas através de procedimentos cirúrgicos (laparoscopia).  

Cuidados ao realizar o exame

  • A histerossalpingografia deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, previamente à ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, algo como entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.
  • Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.
    Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!
  • Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou anti-espasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
  • É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
  • Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
  • Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
  • Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
  • O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino
Seguindo estes cuidados, raramente há queixa de dor e o exame terá uma ótima qualidade, facilitando a interpretação do médico.

 fontes:http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/hsg.htm
            http://www.bebedeproveta.net/histero.htm
 

Começa a Saga...

Iniciamos o ano de 2011 confiantes de que a qualquer momento teríamos a surpresa do nosso positivo, mas os meses foram passando e nada, em junho com seis meses de tentativas naturais frustradas fui a minha GO já estava no período mesmo do meu preventivo então falei com ela que estava sem remédio a 6 meses e nada de engravidar, ela confirmou que os casais levam até um ano para conseguir engravidar e as investigações só começam após esse tempo, não sai de lá desanimada afinal só estavamos tentando a 6 meses.

Dona monstra estava vindo todos mês certinha,coisa que desde a minha adolescencia só conseguia usando AC.

Sempre tive ciclo desregulado,já cheguei a ficar 11 meses sem menstruar, mas como não pensava em engravidar até gostava de não ter TPM e cólicas,mas no mês outubro ela sumiu, nossa que alegria, me enchi de esperança 10 dias de atraso fiz o meu 1º beta já perdi as contas de quantos fiz de lá para cá, para minha tristeza deu negativo, esperei em novembro e dezembro e nada de monstra.

 Chegamos a 2012, um ano de tentativas 3 meses sem menstruar e nada baby, é hora de investigar...

Voltei a minha médica, lembrei a ela que o prazo tinha acabado e estava a 3 meses sem sinal de menstruação, ela me passou uns exames hormonais e US, pasme, TUDO NORMAL, US sem nenhum cistinho, fiquei feliz porque desde os 16 anos sempre que fazia US sem estar usando AC eles estavam lá, e todas as médicas me diziam que os cistinhos eram normais, "sei"...

Minha GO disse que eu estava em perfeito estado e que a falta da monstra era coisa normal do meu organismo nunca vi isso, que eu ficasse tranquila que ela chegaria a qualquer momento, pois bem esperei mais dois meses e nada.

Sou cismada fui a outra GO, levei os exames que já havia feito ela olhou tudo me disse que estava tudo normal com hormônios e ovários, me disse para tomar PROVERA (progesterona) por 5 dias e aguardar a monstra chegar, que assim o ciclo regularia, mas não me explicou o porque da falta de monstra, e eu sempre quero saber de tudo, logicamente não fiquei satisfeita.

Procurei outra GO, essa me fez muitas perguntas, solicitou espermograma a marido e para mim um exame que até então eu não sabia da existência, a temida HISTEROSSALPINGOGRAFIA.

Como uma amante do titio google não sei o que seria de mim sem ele, corri para saber detalhes do exame, já que a única informação que a médica me deu foi a de que se tratava de um raio x das trompas.

Lendo sobre o exame já entrei em pânico, vários relatos de muita dor e até desmaios, mas tentante que é tentante não desiste por conta de uma dorzinha a toa quem dera fosse.

Em pouco tempo constatei que além de ser um exame doloroso aqui na minha cidade mesmo sendo uma grande capital era difícil de achar lugar que fizesse esse exame, em toda Salvador apenas 1 clínica trabalha com esse procedimento e foi ai que comecei a perceber que o número de mulheres com dificuldade de engravidar é muito grande.

 A clínica só tinha disponibilidade de marcação para 2013 , e ainda estávamos em março de 2012, como assim??? desesperei, chorei, e joguei para cima, desisti, não tinha jeito...não me convenci disso, passado 03 meses, procurei outra médica, quem sabe ela me passa outro exame???

Nesse meio tempo marido já havia feito o espermograma, o urologista já tinha olhado e dito que estava tudo ok, bem até demais, testosterona levemente aumentada, o que para quem está querendo engravidar é EXCELENTE, vontade que não passa...rsrsrsrs

Quarta médica me identifiquei de cara, segura, me fez muitas perguntas, olhou o espermograma de marido e confiirmou estar excelente, e me afirmou que a histerossal é o único exame que poderia indicar algum tipo de obstrução nas trompas, não tinha jeito.

 Diferente da outra médica, ela já sabia da dificuldade de conseguir esse exame aqui em SSA e me indicou fazer no interior que fica a 180km daqui, sai saltitante desse consultório.

No mesmo dia liguei na clínica para marcar o exame, e para minha alegria eu só precisava esperar a monstra chegar e marcar o exame, cheguei em casa a noite e inicie o PROVERA, já tinha perdido tempo demais, dez dias depois marquei o exame, mesmo sabendo da dor estava feliz, era um passo a mais em busca da maternidade, um desejo que crescia e ainda cresce dentro de mim a cada dia que passa.